A poucos minutos do mar, entre os balneários e o movimento típico do Litoral, Matinhos guarda um refúgio verde que muda completamente o clima do passeio: o Parque Estadual do Rio da Onça.
Pequeno no mapa, mas grande em biodiversidade, ele concentra trilhas fáceis, passarelas, pontes e um mirante que coloca o visitante “na altura das copas” — uma experiência rara para quem quer ver a Mata Atlântica de perto sem precisar encarar longas caminhadas.
Criado em 1981, o parque nasceu oficialmente como “Parque Florestal do Rio da Onça”, com 118,5052 hectares. Em 2012, o Estado adequou a categoria e o nome à legislação do SNUC, passando a ser Parque Estadual do Rio da Onça, mantendo-se como unidade de proteção integral.
Principais características: o que torna o parque especial
Mesmo com extensão reduzida, estudos técnicos do IAT destacam que o Rio da Onça protege ambientes típicos da Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, um tipo de Mata Atlântica muito pressionado pela urbanização no litoral paranaense.
Na prática, isso se traduz em um passeio com:
• Trilhas interpretativas com passarelas e pontes de madeira, estruturadas para visitação.
• Mirante das Bromélias, ponto de observação da copa das árvores e das epífitas (como bromélias).
• Circuito principal de aproximadamente 1.500 metros, em trajeto contínuo, dividido em cinco trilhas.
• Trechos que passam por ambientes de restinga e caxetais, associados a áreas úmidas, além de travessias sobre rios locais.
Atrações e o que fazer por lá
1) Caminhar com calma (e sem “voltar pelo mesmo lugar”)
O próprio serviço oficial de turismo do Paraná descreve que o visitante pode percorrer cinco trilhas em um circuito de 1,5 km, plano, acessível e bem demarcado, adequado para diferentes perfis.
2) Mirante e observação da flora
O Mirante das Bromélias é o “ponto alto” do circuito: além da vista, ele favorece a observação de bromélias e outras epífitas nas copas.
3) Educação ambiental e interpretação da natureza
O parque é estruturado para atividades de educação ambiental e interpretação, com percurso pensado para apresentar flora e fauna ao longo das trilhas.
Regras do parque: o que pode e o que não pode
Para entrar, é obrigatório preencher um cadastro na portaria (medida que ajuda no controle e no socorro em caso de emergência).
Não é permitido:
• Acampar
• Fumar ou consumir bebidas alcoólicas
• Andar de carro ou moto fora do estacionamento
• Sair das trilhas demarcadas e sinalizadas
• Acender fogueiras ou provocar risco de incêndio
• Portar facas, facões, foices, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbio sonoro
• Coletar ou danificar árvores/plantas (depredar, entalhar, desgalhar)
• Caçar, pescar, coletar espécimes da fauna/flora (exceto pesquisa autorizada)
• Alimentar ou assustar animais
Como visitar: acesso, horários e custos
• Localização/acesso: Matinhos, com acesso pela PR-412, no Balneário Riviera II.
• Horário de visitação (informação oficial do serviço de turismo): terça a domingo, das 10h às 15h.
• Grupos: acima de 10 pessoas precisam agendar pelo telefone (41) 3453-2472.
• Custo: gratuito.
Observação útil: há fontes mais antigas com horários diferentes; para evitar viagem perdida, vale confirmar pelo telefone antes de ir.
Melhores datas para visitação
O parque pode ser visitado o ano todo, mas a experiência muda bastante conforme clima e temporada do litoral.
• Melhor época para caminhar com conforto: outono e inverno (aprox. abril a setembro) — tende a ter temperaturas mais amenas e, em geral, menos sensação de abafamento para trilha curta e contemplativa (especialmente para famílias e idosos).
• Primavera: ótima para quem gosta de vegetação muito viva e observação de plantas, mas pode alternar dias quentes e úmidos.
• Verão (alta temporada): funciona bem para “fugir da areia” por algumas horas, mas prefira início do horário de visitação e leve repelente e água (umidade e insetos costumam pesar em áreas de mata).
Dicas rápidas para aproveitar melhor
• Vá de tênis ou calçado fechado (mesmo com passarelas).
• Leve repelente, água e um lanche leve (sem deixar resíduos).
• Respeite o circuito e não saia das trilhas: além da regra, é uma questão de segurança e conservação.
• Para fotos e observação: um binóculo pequeno ajuda muito no mirante e nas áreas de vegetação mais fechada.
